sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Professores são educadores, não babás.

Autor do 2º artigo mais compartilhado no Facebook em 2011, americano diz que pais desrespeitam regras de escolas, pondo em risco o futuro dos filhos.

 Entrevista: Ron Clark por Nathalia Goulart.

 O segundo artigo mais compartilhado em 2011 por usuários americanos do Facebook foi escrito por um professor, Ron Clark (o primeiro trazia fotos da usina de Fukushima). Mais de 600.000 pessoas curtiram o texto na rede, escrito a pedido da rede de TV CNN e entitulado "O que os professores realmente querem dizer aos pais". O artigo descreve um cenário de guerra, travada entre pais e professores. Na visão de Clark, os pais vêm transferindo suas responsabilidades para a escola, sem, contudo, aceitar que seus filhos se submetam de fato às regras da instituição. Por isso, assim que surge a primeira nota vermelha ou uma advertência, invadem a sala de aula culpando os professores – a pretexto de preservar a reputação e o orgulho de seus filhos. "Precisamos estar mais atentos à excelência acadêmica e menos preocupados com a autoestima das crianças", diz o professor, na entrevista concedida a VEJA.com e reproduzida a seguir. "Essas crianças deixam de aprender que é preciso se esforçar muito para conseguir bons resultados. No futuro, elas não terão sucesso porque, em nenhum momento, exigiu-se excelência delas." Clark conhece sua profissão. Aos 39 anos, vinte deles dedicados à carreira, o americano já lecionou na zona rural da Carolina do Norte, nos subúrbios de Nova York e atualmente comanda uma escola modelo no estado da Geórgia que oferece treinamento a educadores. Graças à função, manteve, desde 2007, contato com cerca de 10.000 educadores de diversas partes do mundo, incluindo brasileiros.

Em seu artigo, o senhor fala de um ambiente escolar em que pais e professores não se entendem mais. O que tornou a situação insustentável, como o senhor descreve? A sociedade se transformou. Hoje, vemos pais muito jovens, temos adolescentes que se veem obrigados a criar uma criança sem ao menos estarem preparados para isso. São pessoas imaturas. Por outro lado, temos famílias abastadas, em que pais trabalham fora e são bem-sucedidos profissionalmente. Pela falta de tempo para lidar com os filhos, empurram toda a responsabilidade da educação para a escola, mas querem ditar as regras da instituição. Ou seja, eles querem que a escola eduque, mas não dão autonomia a ela.
Que tipo de comportamento dos pais irrita os professores? Acho que o ponto principal são as desculpas que os pais criam para livrar os filhos das punições que a escola prevê. Se um aluno tira nota baixa, por exemplo, ou deixa de entregar um trabalho, os pais vão à escola e descarregam todo tipo de desculpa: dizem que o filho precisava se divertir, que a escola é muito rigorosa ou que a criança está passando por um momento difícil. Ou, ainda, culpam os professores, dizendo que eles não são capazes de ensinar a matéria. Mas nunca culpam seus próprios filhos. É muito frustrante para os professores ver que os pais não querem assumir suas responsabilidades.
Problemas com notas são bastante frequentes? Sim. Certa vez tive uma aluna que estava indo mal em matemática. A mãe dela justificou-se dizendo que, na escola em que a filha estudara antes, ela só tirava boas notas, sugerindo, assim, que o problema éramos nós, os novos professores. Infelizmente, essa ideia se instalou na nossa sociedade. Se a nota é boa, o mérito é do aluno; se é baixa, o problema está com o professor. E quando as notas ruins surgem, os pais ficam furiosos com os professores. O resultado disso é que muitos profissionais estão evitando dar nota baixa para não entrar em rota de colisão com os pais, que nos Estados Unidos chegam a levar advogados para intimidar a escola.
Os pais poupam os filhos de lidar com fracassos? Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade. Essas crianças deixam de aprender que é preciso se esforçar muito para conseguir bons resultados. No futuro, elas não terão sucesso porque, em nenhum momento, exigiu-se excelência delas. Precisamos estar mais atentos à excelência acadêmica e menos preocupados com a autoestima das crianças.
Que conselho o senhor dá aos professores? É possível evitar que os pais surtem diante de notas ruins e do mau comportamento dos filhos se for construída uma relação de confiança. Em vez  de só procurar os pais quando as crianças vão mal na escola, oriento que os professores conversem com os responsáveis também quando a criança vai bem. Na minha escola, procuro conhecer os pais de todos os meus alunos. Procuro encontrá-los com frequência e envio cartas a eles com boas notícias. Assim, quando tenho que dizer que a criança não está rendendo o esperado, eles me darão credibilidade e confiarão na minha avaliação.
É possível determinar quando termina a responsabilidade dos pais e começa a da escola? As duas partes precisam trabalhar em conjunto. Os pais precisam da escola e a escola precisa do apoio da família para realizar um bom trabalho. Um conselho que sempre dou aos pais é que nunca falem mal da instituição de ensino ou do professor na frente dos filhos. Se a criança ouve os próprios pais desmerecerem seus mestres, perde o respeito por eles. O contrário também é verdadeiro. Os professores precisam respeitar os pais, porque eles são parte fundamental na educação de uma criança.
Em algumas situações a discussão sobre responsabilidades da família e da escola surge com muita força. Em casos de bullying, por exemplo, pais e professores trocam acusações. Sobre quem recai a maior parte da responsabilidade nesses casos? A minha resposta novamente é que precisamos trabalhar em conjunto. Quando o bullying acontece na escola, é obrigação dos professores intervir imediatamente. Mas muitos não agem assim porque querem evitar conflitos com os pais. E isso é muito grave. O bullying está devastando nossas crianças. Precisamos combatê-lo. Para que os professores tenham liberdade para agir, precisam do apoio dos pais. Mas você sabe o que acontece? Muitas vezes, quando os pais são chamados na escola para serem alertados de que seu filho está praticando bullying contra um colega de classe, o que ouvimos é: "Mas qual o problema disso? Tenho certeza de que outros colegas também zombam do meu filho e ele não se sente mal por isso." Mais uma vez, vemos os pais se esquivando da responsabilidade.
A que o senhor atribui o sucesso do artigo que estourou no Facebook? Eu escrevi o que todos os professores tinham vontade de dizer aos pais, mas não podiam dizer, porque isso os enfureceria. O que eu fiz foi dar voz a milhões de profissionais. Fiquei sabendo que muitas escolas imprimiram o texto e enviaram uma cópia a cada família. Na internet, pessoas de outros países também compartilharam a minha mensagem.
O senhor criou uma escola modelo, a Ron Clark Academy. Como é a relação de seus professores com os pais? Procuramos estabelecer uma relação próxima. Como eu disse, estamos constantemente em contato com os pais, nos bons e nos maus momentos. Também promovemos encontros semanalmente, nos quais ofereço aos pais a oportunidade de assistir a uma aula na escola, destinada exclusivamente a eles, para que acompanhem o que está sendo ensinado a seus filhos. Ou seja, trabalhamos muito para conquistar uma relação harmônica. Não estou dizendo que é fácil lidar com os pais. Alguns deles podem ser bem malucos.
O senhor, na sua escola, recebe professores de diversas partes dos Estados Unidos e tambem de outros países, como o Brasil. Além dos problemas de relacionamento com os pais, do que mais professores de todo o mundo reclamam? As avaliações tiram o sono dos professores. Não sei exatamente como funciona no Brasil, mas nos Estados Unidos os professores são constantemente cobrados a melhorar o desempenho de suas escolas em testes padronizados. E todo o processo educacional passa a girar em torno de algumas provas. Isso é massacrante, para os alunos e para os professores. Os professores precisam de mais diversão na sala de aula.

 Fonte: Revista VEJA.

 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

13 livros de Fernando Pessoa para download gratuito.

Confira 13 obras do escritor Fernando de Pessoa que estão em dominio público.

No 76º aniversário da morte de Fernando Pessoa, a Universia Brasil separou 13 obras do escritor e poeta português disponíveis em dominio público para download gratuito. 


Os livros foram retirados do portal Dominio Público, biblioteca digital mantida pelo Ministério da Educação. Entre a selação estão inclusive obras de dois de seus heterônimos: Alberto Caeiro e Bernardo Soares, autores fictícios que possuem personalidade.
 

Veja a seguir as obras de Fernando de Pessoa para download:

 

Cancioneiro - Fernando Pessoa

 

Mensagem - Fernando Pessoa

 

O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa

 

O Eu profundo e os outros Eus - Fernando Pessoa

 

Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa

 

Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa

 

Poesias Inéditas - Fernando Pessoa

 

Primeiro Fausto - Fernando Pessoa

 

Poemas em Inglês - Fernando Pessoa

 

O Guardador de Rebanhos - Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)
 

O Pastor Amoroso - Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)
 

Poemas Inconjuntos - Alberto Caeiro

(heterônimo de Fernando Pessoa)
 

Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares

(heterônimo de Fernando Pessoa)
 
 
 

10 dicas para não estragar a sua apresentação de PowerPoint.

Empresa brasileira, especializada em fazer apresentações de PowerPoint dá 10 dicas para você não afundar a sua apresentação.


 A MonkeyBusiness, agência brasileira especializada em fazer apresentações de PowerPoint selecionou os piores erros cometidos durante as apresentações e fez uma lista com as 10 coisas que devem ser feitas como uma forma de alertar os futuros palestrantes, assim eles podem ter a sorte de não cometer as mesmas falhas no futuro. 


 Veja as 10 dicas para você não estragar a sua apresentação de PowerPoint:


1- Respeite o seu tempo de palestra.

O tempo é um requisito muito importante durante palestras e apresentações, quanto mais sucinto você for maior atenção você terá afinal a média de atenção dos seres-humanos é de 30 min.
 

2- Prepare a sua palestra.

Dominar o assunto não é a única preocupação que se deve ter ao longo de uma palestra, a sua preparação também é importante, não gaguejar e ter uma boa dicção mostra como você se preparou para tal ocasião.
 

3- Mantenha uma narrativa.

Começar a explicar um assunto e não dar continuidade pode ser um problema durante uma apresentação. Tenha em mente que sua palestra deve ser como uma história: com começo, meio e fim. Dessa forma, todos os assuntos serão tratados de maneira simples e sem confusões.
 

4- Esteja preparado.

Antes de discursar sobre qualquer assunto, recomenda-se que você o estude. Quanto maior o seu domínio, melhor será a troca entre o público e você.
 

5- Use um palavreado simples.

A intenção de uma palestra é apresentar um tema complicado e que você tem domínio para um público que desconhece ou tem um conhecimento raso. Quanto mais claro você for durante as suas explanações melhor será para o entendimento geral do público. Faça com que a informação difícil fique fácil e compreensível.
 

6- Passe os slides com calma.

Não tenha pressa durante a sua apresentação. Use os slides como base ou uma forma de memorando durante as explicações. Aponte questões, utilize figuras e use o espaço disponível.
 

7- Tenha presença.

Quanto mais expansivo você for durante a palestra, melhor. Isso prenderá a atenção do público e com certeza vai tornar o momento mais dinâmico e agradável.
 

8- Use a gramática.

Durante a sua explicação redobre sua atenção com o seu vocabulário. O uso correto da gramática dá mais credibilidade ao tema.
 

9- Seja compreensível.

A ideia é ser claro e não deixar dúvidas ou questionamentos ao final da palestra. Isso tudo vai depender da sua capacidade de se fazer entender; use suas ferramentas e faça com que a informação chegue a todos.
 

10- Não leia os slides.

O slide serve como uma forma de pauta, nele devem estar contidos os principais temas a serem abordados durante a palestra. Não dê as costas ao público em nenhum momento e nem pare de explicar para ler o que está escrito na apresentação. O texto contido nos slides deve ser um complemento para o que você está explicando.
 
 



7 dicas para se dar bem na apresentação de TCC.

Argumentação oral clara na defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) melhora a nota final do projeto de graduação.

 O último ano dos cursos de graduação é marcado pela correria do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Pesquisa daqui, entrevista dali. Escreve, revisa, reescreve. Realmente não é uma época fácil. Mas quem acha que a guerra está vencida, alto lá. Ainda é preciso defender o projeto para a banca examinadora. 
Dor de cabeça para uns, alívio para outros. A apresentação ainda pode render pontos na nota final, uma mãozinha para monografias pouco exploradas. Veja sete dicas para arrasar na defesa do seu trabalho: 

1) Fala.

Geralmente, o tempo máximo de defesa não passa de 20 minutos. Apesar disto, não arrisque falar rapidamente, a banca pode não entender alguma parte do discurso ou até mesmo causar confusão. Fale devagar, de forma clara e num tom de voz adequado, que não transpareça o nervosismo e que não seja preciso interromper para pedir que você fale mais alto. Seja firme. Fale com motivação, mas não faça piadinhas durante a apresentação. “Seja formal, use corretamente a língua portuguesa. Deixe gírias para outro momento”, indica a professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Lilian Passarelli.
 

2) Postura.

Toda atenção deve estar no projeto, por isso manter uma postura neutra é o mais indicado. Gesticular excessivamente e andar de um lado para o outro da sala tira a atenção de quem assiste. Para não fazer feio, ensaie e treine o corpo para o grande dia. Aproveite e faça exercícios para não apresentar olhando para um professor, mas sim para a plateia. Outro ponto de gera dúvida é a roupa. Use peças formais com cores coringas, do tipo preto e branco. Outras cores podem ser adotadas, mas com sutileza. Lembre-se: o clima é de formalidade, portanto looks carregados devem ser deixados para comemorar a aprovação. Não se esqueça também de deixar o celular desligado para não ser interrompido com uma ligação inesperada.
 

3) Saiba o que está falando.

É bom reler o trabalho entregue à banca se não quiser falar asneira. Entenda o ponto principal para não gastar o precioso tempo com o histórico do projeto. Dominar o conteúdo é a principal arma para se dar bem em apresentações. “O melhor a fazer é observar os pontos fracos do trabalho e estudá-los. Com certeza a banca irá questionar o que não está bom”, ensina o professor da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), Ernesto Vieira Neto. Se o trabalho for em grupo, é bom que todos estejam afiados.
 

4) Justifique-se.

Depois de ter lido o projeto de ponta a ponta você estará preparado para os comentários e questionamentos dos professores. Evite ser monossilábico, responda com firmeza. Justifique todas as ações tomadas para que não haja dúvidas que o caminho escolhido é o certo. “Uma apresentação só será boa se o estudante conhecer a fundo o trabalho, do contrário terá dificuldade para defendê-lo”, afirma Lilian.
 

5) Slide.

Ao montar uma apresentação de slides, tenha bom gosto para não deixá-la poluída. O ideal é colocar apenas palavras-chave para conduzir a apresentação, recomenda Vieira Neto. “Não se deve ler. Slides são apenas um apoio para o aluno.” Ilustrações são válidas, desde que tenham relação com o trabalho. Deixe os seres voadores animados e as músicas de fundo presos nas correntes dos e-mails.
 

6) Roteiro de apresentação.

Está na dúvida do que colocar nos slides? Antes de começar a escrevê-los, faça um roteiro. O modelo irá conduzir sua apresentação oral.
# Apresentação: a primeira lâmina deve ser dedicada para identificar o projeto. Coloque seu nome completo, o título dado ao trabalho e quem o orientou.
# Introdução: mostre os caminhos que levaram à escolha do assunto central. Justifique o motivo da escolha do tema, o objetivo do estudo, a metodologia usada e a forma como a pesquisa foi conduzida.
# Desenvolvimento: apresente o desenrolar do trabalho, a abordagem dada, as alterações feitas em curso. Uma boa opção é comentar rapidamente a abordagem dos capítulos do TCC.
# Conclusão: retomada a ideia central e mostre o resultado final do estudo. Feito isto, é de bom tom agradecer as pessoas que ajudar no desenvolvimento do projeto e a atenção dada pela banca.
 

7) Para não dar errado.

Fique de olho no relógio para não atrasar, do contrário a chance de defender o trabalho se perde. Chegue cedo e aproveite para testar a apresentação e o computador.
 


Entrevista de emprego: quais são os seus defeitos?

Especialistas afirmam que a pergunta bem respondida demonstra maturidade profissional
Não é fácil admitir e enumerar nossos defeitos, seja qual for a situação. Agora, apelar para estratégia de dizer que você é perfeccionista já entrou para a lista de mentiras mais manjadas em entrevista de emprego.
O objetivo da pergunta não é para que você se desvalorize na frente do entrevistador. João Mendes, coach e consultor de carreira da Vicky Bloch Associados, afirma que, primeiramente, o candidato tem que entender que a situação – da entrevista – é positiva.
Para Marcelo Cuellar, headhunter da Michael Page, empresa especializada em recrutamento especializado, mentir sobre os seus defeitos pode acabar fazendo com que você assuma um cargo que não combine com o seu perfil profissional.
“Imagine que o cargo seja para a área de cobranças e você detesta cobrar de outras pessoas. Ao maquiar a sua resposta, o risco de você ser aprovado fica maior, o que nem sempre é bom”, explica.
A meta, neste caso, é simples: o recrutador quer saber se o profissional tem autocrítica e como ele lida com os feedbacks no trabalho. Para ele, mascarar os seus reais defeitos ou tentar fazer um discurso bonito são atitudes que devem ser descartadas.
“Não adianta negar e falar que não tem defeitos. O profissional deve eleger pontos de desenvolvimento, pontos que ele sabe que tem que ser melhorados”, explica o CEO da Produtive, Rafael Souto.
Reflita
Para não correr o risco de passar uma imagem errada sobre você, Mendes instrui que o profissional se prepare e até simule uma resposta antes da entrevista. “Por não ter controle da situação, o candidato pode esquecer de citar exemplos e pode até mostrar que é inseguro, quando não é”, diz.
Souto concorda que a tranquilidade na hora de responder depende de planejamento. “Já houve situações em que recebi não como resposta, outras respostas nada espontâneas. Nessas horas não adianta pedir ajuda a uma consultoria”, explica. É preciso tempo para fazer uma autocrítica para depois construir uma resposta.
Seja sincero
Cite situações para explicar o seu defeito. Você é perfeccionista, mas não sabe como expor sem parecer clichê demais? “Uma vez um profissional explicou que recebeu a avaliação da chefia em que foi observado que ele se preocupava muito com a qualidade do trabalho. Tanto que, às vezes, passava do prazo de entrega. O problema passou a ser de timing e a falta de priorização de tarefas”, lembra Mendes.
Ao expor dessa maneira, o candidato deve provar ao entrevistador quais são as ações que ele tem feito para melhorar esse aspecto. Claro, se não houver situações que comprovem o esforço para melhorar, não adianta inventar.
Para Cuellar, adjetivos não devem ser usados na resposta, pois a interpretação do entrevistador pode ser diferente da sua. Por exemplo, se você diz que é rápido na hora de executar tarefas, a sua ideia de rapidez pode não bater com a do entrevistador. “Se você é preguiçoso e não consegue acordar cedo, é melhor assumir que não funciona bem na parte da manhã, mas que tem potencial para virar a noite se for preciso”, explica.
“Reconhecer defeitos mostra maturidade, não ter autocrítica, por outro lado, é um problema. Por mais sênior que o candidato seja, ele não deve ter medo de demonstrar fragilidade e sim o que está fazendo para corrigi-la”, explica Souto

Fonte: Empregos em Fortaleza.

Livro defende indenização por desperdício de tempo.

Advogado diz que quem usa horas de lazer ou trabalho para reclamar deve ser ressarcido.


Existe um novo e relevante dano no mercado de consumo, que até agora foi desprezado pelo Direito: o tempo que o consumidor perde para reclamar seus direitos deve ser indenizado, pois tem um impacto negativo na sua vida. A tese defendida pelo advogado Marcos Dessaune no livro "Desvio produtivo do consumidor" diz que este, quando precisa resolver uma reclamação, vê-se forçado a desperdiçar seu tempo — desviando-se de atividades como trabalho, estudo, descanso, lazer — para tentar resolver problemas que o fornecedor tem o dever de não causar.
Ter que retornar diversas vezes à loja ou à assistência técnica para reclamar de um produto com defeito pouco tempo depois de comprado; telefonar insistentemente para o SAC de uma empresa para cancelar um serviço não solicitado ou uma cobrança indevida e levar o carro várias vezes à oficina são alguns exemplos citados no livro.
— Tais situações corriqueiras ainda não haviam merecido a devida atenção do Direito brasileiro. Embora causem grande prejuízo ao consumidor, trata-se de fatos lesivos que não se enquadram nos conceitos tradicionais de dano material indenizável, de perda de uma chance, tampouco podem ser banalizados como meros dissabores ou percalços na vida do consumidor, como vêm entendendo muitos juízes e tribunais — explica o autor.
Segundo Dessaune, a missão de qualquer fornecedor é oferecer produtos e serviços de qualidade, condição essencial para que o consumidor possa empregar seu tempo nas atividades de sua preferência:
— Constatei em minha pesquisa que o tempo de que a pessoa dispõe na vida caracteriza-se pela escassez, inacumulabilidade e irrecuperabilidade. Trata-se do bem primordial e possivelmente mais valioso da pessoa, só comparável à sua saúde física e mental. Segundo averiguei, o novo paradigma de investigação do dano injusto em lugar do tradicional ato ilícito, no âmbito da responsabilidade civil contemporânea, possibilitaria a ampliação das hipóteses de danos indenizáveis, como as situações de desvio produtivo do consumidor.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Primeiros socorros é tema de curso no HGCC.

O Serviço Especializado em Saúde, Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), do Hospital Geral Dr. César Cals, unidade da Secretaria da Saúde do Estado, promove nos dias 5, 6, 7, 8, 9 e 12 de dezembro, das 14 às 17 horas, no Auditório II do prédio anexo ao hospital, o curso de primeiros socorros, uma inciativa que visa preparar os funcionários para situações que necessitam de uma ação especializada em caso de urgência.

De acordo com a técnica em segurança do trabalho do SESMT, Joana D'arc de Alencar Campos, o curso de Primeiros Socorros é mais um reforço às ações da brigada de incêndio do hospital, que tem passado por intensa preparação e treinamentos constantes, visando o aperfeiçoamento das técnicas de prevenção e controle de incêndio.

O curso será ministrado por um representante do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará. Ao todo, são 100 funcionários divididos em duas turmas, em que cada uma delas terá até três dias de aula. O objetivo é qualificar os profissionais do hospital, não só da área da saúde, como também dos setores de administração dentre outros, a reconhecer uma situação de emergência, para assim, prestar os cuidados indicados e de maneira imediata ao atendimento eficiente dos mais variados agraves da saúde em casos de urgência, especialmente acidentes no ambiente de trabalho.

Fonte: Assessoria de Comunicação do HGCC
            Wescley Jorge – 85 3101 5357 / 8828 7463