quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Publicitários criam chat com tradução simultânea.

Utilizando um sistema de busca randômica associado a uma ferramenta de tradução, site permite interação entre nacionalidades diferentes sem ter que aprender outra língua.

Tendo em vista que a população mundial tem 7 bilhões de pessoas, que 4 bilhões estão conectadas à rede mundial e que apenas 1,3 bilhão delas falam inglês, foi criado o iBabel.

Trata-se de um chat que permite às pessoas do mundo todo se conhecerem e conversarem sem precisar falar o mesmo idioma.

Utilizando um sistema de busca randômica associado a uma ferramenta de tradução, o iBabel permite a interação entre nacionalidades diferentes sem a necessidade de aprender outra língua. Você se expressa na sua língua e a pessoa entende na dela. E vice-versa.

É uma nova rede social que permite que você faça amigos em todos os cantos do mundo. O iBabel foi desenvolvido por Sandro Rosa, com Eduardo Martins, David Romanetto, André Verissimo, Rodrigo Mauger e Jota Ocuno.

Para utilizá-lo, faça o cadastro no site como em qualquer rede social. É possível colocar foto, manter um perfil e fazer buscas aleatórias. As gírias ainda não fazem parte do repertório do chat.

Acessem o link e assistam o video.

http://www.youtube.com/watch?v=XRSkIbbw1sY&feature=related

Sisu 2012 vai oferecer 100 mil vagas em universidades públicas.

O ministro da Educação Fernando Haddad, adiantou nesta quarta-feira que o próximo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2012 deverá oferecer 100 mil vagas em instituições públicas para os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas do país e permite ao estudante disputar vagas em diferentes instituições. Na edição do primeiro semestre de 2010, aderiram ao Sisu 83 instituições de ensino superior, das quais 39 universidades federais, cinco universidades estaduais, 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e uma instituição isolada. Segundo o ministro, compareceu nesta quarta-feira à Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para falar sobre os gastos das últimas edições do Enem, o detalhamento das vagas que serão oferecidas em 2012, no âmbito do Sisu, será feito nas próximas semanas.

Perguntado por deputados da oposição sobre o aumento dos contratos firmados para a realização do Enem, Haddad justificou que o custo do procedimento de avaliação é menor do que o de outros vestibulares feitos no país e destacou que foi necessário aumentar os investimentos para reforçar os aspectos logísticos e de segurança.

- O custo de aplicação é inferior a R$ 50 por aluno. Qualquer vestibular tem uma taxa de inscrição superior a R$ 100 e é feito em meia dúzia de cidades. O Enem é aplicado em 1,6 mil municípios e dá isenção a três quartos dos candidatos (alunos de escola pública) - disse durante entrevista à Agência Brasil.

Sobre os problemas ocorridos nas edições do Enem desde 2009, Haddad comparou o exame a outros testes de seleção, como o americano SAT, que, segundo ele, também são alvo de fraudes. Para Haddad, um exame com a dimensão do Enem sempre terá algum tipo de contratempo.

Consultor aponta atitudes que podem detonar as suas chances de conseguir um novo emprego.

Não existe receita infalível que possa ser utilizada, quando o assunto é a busca por uma nova oportunidade no mercado de trabalho. Contudo, de acordo com o diretor de marketing do Grupo Michael Page para a América Latina, Sérgio Sabino, há algumas atitudes que podem diminuir as possibilidades na hora de conquistar uma vaga de emprego.

“Muito deve se avaliar antes de dar o próximo passo. E o maior responsável pela carreira do profissional é ele mesmo”, diz Sabino, que aponta nas orientações abaixo o que não fazer.

Atitudes "espanta-emprego" .

1 – Aplicar o currículo para diversas oportunidades, de diferentes hierarquias e áreas. Segundo o especialista, tal atitude mostra falta de foco. “Você está dizendo ao recrutador que não sabe muito bem o que quer, qualquer coisa serve”, diz.

Assim, a orientação é perceber o momento de vida e as experiências para aplicar o currículo para posições adequadas ao seu posicionamento hierárquico e conhecimentos;

2 – Achar que o recrutador é um amigo. Uma entrevista é uma reunião de negócios, lembra Sabino. Portanto, imaginar que uma postura amiga e informal demais pode influenciar na empatia com o entrevistador é um erro, visto que a atitude passa, na verdade, a percepção de falta de profissionalismo e imaturidade;

3 – Buscar retorno de uma entrevista logo depois da conversa. Apesar da curiosidade natural do momento, a tentativa de contatos seguidos e excessivos pode transmitir uma ansiedade prejudicial ao candidato.

Dessa forma, o melhor é administrar a curiosidade e aguardar alguns dias antes de fazer contato;

4 – Subestimar a entrevista por telefone. Quem está participando de um processo seletivo deve ter consciência de que a conversa por telefone influencia a imagem que o recrutador pode formar do candidato.

Portanto, ao atender o telefone e perceber que do outro lado está um recrutador, tenha certeza de que poderá falar naquele momento e que terá alguns minutos para dedicar. Caso contrário, é melhor informar ao interlocutor e dizer qual o melhor horário para retornar;

5 – Por fim, não superestime a si mesmo. Informações como idiomas e passagens profissionais são completamente avaliadas. Assim, informe claramente suas habilidades e conhecimentos e lembre-se: “o mais importante em um profissional é sua postura e transparência”.

Fonte: InfoMoney

sábado, 19 de novembro de 2011

Com a força da mente.

Estou me exercitando há quase uma hora e o cansaço aumenta o desafio representado pelas quatro peças de madeira a minha frente. Não porque elas sejam pesadas, e sim porque mexem com uma parte de mim ou, mais especificamente, do meu cérebro, que costumo exercitar pouco: a visão espacial. Enquanto brigo com as peças para tentar encaixá-las do único jeito correto e formar uma pirâmide, minha mente passa de novo por um processo que se repetirá várias vezes nesta tarde, enquanto resolvo jogos de montar, faço contas sem usar calculadora eletrônica e enfrento desafios de memória, lógica e estratégia.
Primeiro, sinto incômodo por ser desafiada a encontrar uma resposta. Depois, o receio de não conseguir resolver o problema; em seguida, frustração e cansaço por falhar nas primeiras tentativas. Por fim, satisfação e orgulho ao chegar ao resultado certo e perceber que estou mais afiada a cada problema resolvido. Uma parte de mim se diverte, outra acha que vai ter enxaqueca à noite. Mas isso deve ser normal na primeira vez que se vai a uma academia para o cérebro.

O ambiente é o que se espera de um lugar criado para malhar os neurônios. Na entrada da academia, chamada Supera, no bairro paulistano de Santana, há estantes com livros. Pelas salas silenciosas, espalham-se jogos como o tangram (um conjunto de sete peças achatadas que se combinam para formar diferentes figuras) e a torre de hanoi (três pinos em que se deve encaixar até oito rodelas de diferentes tamanhos, seguindo regras determinadas). Ao chegar a cada aula, o aluno recebe um soroban, um dispositivo usado para fazer cálculos no Japão, há 400 anos, e em uma versão mais antiga, há mais de 2 mil anos, na China. O soroban combina com o ambiente despojado e os mais de 40 tipos de jogos, todos de madeira, sem nenhum componente eletrônico.

Dependendo da habilidade cerebral que se queira exercitar, há atividades interativas. Numa delas, o grupo foi dividido entre os proibidos de falar, os de mãos amarradas e os de olhos vendados, todos trabalhando juntos para cumprir um objetivo.
A rede Supera de academias para o cérebro foi criada em 2006 pelo engenheiro Antônio Carlos Perpetuo, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Desde então, mais de 10 mil pessoas frequentaram as aulas em 64 unidades, 63 delas franqueadas, espalhadas por 15 Estados. As turmas podem ter até 12 alunos, que não evoluem em conjunto – cada um segue seu próprio ritmo. “As atividades tiram o cérebro da zona de conforto”, diz Perpetuo. “O objetivo não é treinar matemática. É dar estímulos diferentes dos que estamos acostumados.” A ideia de ginástica para o cérebro não é nova e parece fazer sentido. Mas funciona?
Perpetuo diz que funcionou para seu filho caçula, hoje com 16 anos. Aos 9, o menino tinha dificuldades para se concentrar na escola. O pai conta ter procurado ajuda de um psicólogo e de um psicopedagogo, sem chegar a um resultado satisfatório. Enquanto buscava orientação, conheceu o soroban. “Descobri que é uma ferramenta pedagógica fantástica, que poderia ajudar meu filho a desenvolver concentração e velocidade de raciocínio”, diz.
Perpetuo inspirou-se no neurobiólogo americano Lawrence Katz, do Instituto Médico Howard Hughes. Ele pesquisou como a quebra da rotina pode estimular o cérebro. Katz afirmava que o cérebro se torna mais competente para executar tarefas quando enfrenta mudanças de hábitos, como escovar os dentes com a mão menos hábil ou entrar em casa de olhos fechados. O pesquisador também afirmava que a memória de uma situação ou de um objeto se torna mais forte quando envolve vários sentidos, como visão, tato e olfato. Essas ideias deram origem ao livro Mantenha seu cérebro vivo, que propõe 83 exercícios cerebrais para fazer no escritório, no trânsito ou na cama. Entram na lista reorganizar completamente a mesa de trabalho, fazer compras em um mercado desconhecido e mudar o trajeto para o trabalho (leia alguns deles no quadro).
Datam dos anos 1970 as pesquisas que revelaram a capacidade do cérebro de mudar o padrão de suas conexões e se adaptar a novas situações. O educador Paul Dennison, da Universidade do Sul da Califórnia, foi um dos pioneiros na tentativa de aplicar a descoberta ao ensino. Ele buscava métodos para melhorar a concentração, a memória e a redação de crianças e adultos com algum tipo de deficiência. Criou 26 exercícios que trariam benefícios para todos. O conjunto foi reunido no livro Ginástica cerebral. Os exercícios eram simples e estranhos, como pressionar o polegar e o indicador sobre pontos específicos da orelha e adotar ritmos específicos de respiração. Dennison tem seguidores por toda parte, inclusive no Brasil. O Serap, uma consultoria paulistana de desenvolvimento profissional, usa a técnica para treinar executivos. Os neurocientistas tentaram, em vão, detectar os resultados dessa ginástica. “Talvez ajude no equilíbrio e na coordenação, mas não no desempenho escolar”, diz o pesquisador Colin Blakemore, da Universidade de Oxford.
Nos últimos anos, passou-se a usar uma técnica conhecida como neurofeedback na tentativa de elevar a inteligência. Funciona assim: o paciente veste uma touca com eletrodos, que monitoram sua atividade cerebral. As ondas cerebrais são comparadas a um padrão que se deseja atingir. Pode ser um nível “normal”, se o objetivo for resolver problemas como deficit de atenção ou sequelas de um acidente vascular cerebral, ou um nível “superior”, se a meta for levar a mente de executivos e militares a trabalhar com alto desempenho, segundo o psicólogo Leonardo Mascaro, da BrainTech, clínica paulista que aplica a técnica. Quando as ondas cerebrais atingem o padrão-alvo, o paciente ouve um sinal sonoro agradável, que condicionaria o cérebro.
Vários tipos de pessoas procuram os serviços que ajudam a estimular o cérebro. A academia Supera é popular entre os pais que querem dos filhos melhor desempenho escolar. Júlia Kirizawa, de 10 anos, foi matriculada pelos pais há um ano, por causa das notas baixas em matemática. Com as aulas, Júlia diz que aprendeu a gostar da matéria e perdeu a timidez. “Chegava à sala e não falava com ninguém. Tinha vergonha. Agora, não.” A menina fala com articulação e desenvoltura de adulto.
Os adultos costumam buscar esses exercícios para ganhar segurança no trabalho ou adiar os efeitos do envelhecimento. É o caso da funcionária pública Joana D’Arc Faria, de 56 anos. Há pouco mais de um ano, ela passou a se incomodar com os lapsos de memória. “Esquecia nomes e pequenos fatos”, diz. Joana decidiu que precisava fazer alguma coisa quando ultrapassou um sinal vermelho com duas crianças no carro. “Percebi que minha distração estava ficando perigosa.” Em oito meses de academia do cérebro, ela diz sentir resultados. “Consigo me concentrar mais, lembrar mais”, afirma. O ganho mais importante, para ela, foi na autoestima. “Sinto-me mais confiante, mais inteligente.”
Isso não quer dizer que esses exercícios sejam a solução para todos. Se a pessoa tiver algum distúrbio mais sério, como deficit de atenção, a malhação do cérebro sozinha pode não bastar. Seria preciso algum tipo de tratamento adicional. “É como começar uma ginástica sem fazer avaliação física”, afirma a neuropsicóloga Vera Lucia Duarte, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Se o problema for falta de memória, o espaço para o avanço também é limitado. “A capacidade de seu cérebro para guardar informações não vai aumentar. Só que você vai desenvolver artifícios para fazer associações e resgatar melhor o que está guardado ali.”
Não há consenso científico sobre as melhores formas ou os reais benefícios de treinar o cérebro. É certo que os efeitos sentidos por Joana e Júlia são reais, e que enfrentar desafios regulares à inteligência é recompensador. Assim como numa academia de ginástica para o corpo, muitas vezes o melhor resultado é sentir-se bem com você mesmo – mesmo que os músculos não cresçam tanto assim.

Fonte: Revista Época

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Profissão não é carreira (e vice-versa).

Embora muita gente pense que profissão e carreira são a mesma coisa, não são. Um jeito rápido de diferenciar uma da outra é pensar que a profissão está relacionada ao que se pretende fazer: ser médico, artista, geólogo ou engenheiro, por exemplo. A carreira é a trajetória percorrida ao longo do exercício de uma profissão. Você pode ter se formado em Engenharia e fazer uma carreira em Recursos Humanos ou em Tecnologia da Informação.

Resultados e escolhas
O maior problema na escolha da carreira pode ser o conjunto de critérios que usamos para fazer essa opção. Nem sempre a escolha é baseada em nossos pontos fortes, desejos, habilidades e inspiração. Na maior parte das vezes, somos pressionados por fatores externos, mais voltados para resultados que devem chegar no curto prazo (ganhar bem, ter um apartamento...). Esses resultados não têm necessariamente a ver com a escolha do curso ou da profissão.

Ninguém faz bem o que não gosta
Considerando que as pessoas têm a expectativa de viver, pelo menos, 75 anos e que uma carreira se inicia por volta dos 25, é correto afirmar que a escolha de uma profissão pode determinar o que uma pessoa irá fazer durante seis a oito horas por aproximadamente 40, 50 anos. É fundamental que as pessoas passem esse tempo fazendo algo que gostem. Ninguém faz bem aquilo de que não gosta. Realização e sucesso dependem do fogo, da paixão e do amor ao que se faz. O caso é que muitos jovens escolhem um curso de graduação pensando em determinada profissão e essa escolha, geralmente, não é baseada em referências internas. Ou seja, esse jovem nunca experimentou a profissão que acredita ser a ideal na prática, vivenciando o dia a dia para saber se aquela escolha tem a ver com ele. Ele opta em função do menor tempo de duração do curso ou porque ouviu dizer que é uma carreira que remunera bem. Acontece que existem muitas carreiras que remuneram bem, há muitos médicos muito bem remunerados, muitos engenheiros, administradores, biólogos, matemáticos, jornalistas, escritores...Mas  o que os fez chegar a esse ponto? O curso que escolheram ou o caminho e as ações que tomaram ao longo do tempo no exercício da profissão?

Gestão pessoal
Então, parece que a escolha do curso pode ser importante (e de fato é), mas não é determinante de coisa alguma. Para a realização e satisfação plena com a carreira, é necessário planejá-la. O sucesso de uma empresa depende do seu planejamento estratégico e de ações alinhadas com esse plano. A empresa considera sua missão, o que quer oferecer ao mercado, o que o mercado está precisando, quais são suas habilidades, suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (a chamada Matriz SWOT, lembra?). Na carreira, também é preciso levar tudo em conta. Já parou para pensar nisso?

Fonte: www.clickcarreira.com.br

Projeto busca proteger trabalhador.


 A ideia é melhorar a organização das instalações provisórias para reduzir o número de acidentes em obras

Nos últimos cinco anos, as construtoras do Ceará começaram a adotar um recurso para reduzir o número de acidentes nas obras. É o projeto do canteiro de obras, que organiza as instalações provisórias. "A indústria da construção civil é uma fábrica que vai embora e o produto fica", afirma o vice-presidente da área de Tecnologia Eugênio Montenegro. "Uma mudança de filosofia na construção civil incorporou o projeto do canteiro de obras para evitar acidentes. Ele projeta a arquitetura, instalações e a movimentação de pessoas e materiais".

Montenegro destaca que as normas de segurança do trabalho estão mais exigentes. "A construtora treina o pessoal, dedicando técnicos para providencias durante a obra. A melhoria reflete-se na mão de obra treinada e acompanhada", afirma. "Além disso, novos exames médicos são requeridos pelo Ministério do Trabalho, como espirometria e raio-x na entrada e saída do funcionário". Para ele, uma "nova forma de trabalhar" foi adotada por todas as empresas do setor no Estado. Em relação aos equipamentos, o vice-presidente cita a adoção do guincho de cremalheira no lugar do tradicional guincho de coluna e da balança elétrica em substituição a balança manual, que funciona como um elevador de obras para transporte de materiais e pessoas. "O guincho de cremalheira oferece uma frenagem mais eficiente e será adotado em todas as obras. Além disso, para se deslocar horizontalmente nas fachadas, em andaimes de 80 metros de altura, o operário vai ter mais segurança com a balança elétrica".

A segurança da obra também passa pela obrigatoriedade de um profissional habilitado para se responsabilizar pelo projeto. Para fiscalizar a existência dos engenheiros, nas diversas atuações (civil, elétrico), o Crea-CE realiza vistorias diárias nas obras do Estado. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado, Antônio Salvador, diz que o profissional responsável qualificado pressupõe uma obra bem feita. "Na possibilidade de problemas, abre-se um processo para investigar o que aconteceu, apurar o procedimento do engenheiro, partindo dos princípios de imperícia ou má fé. Mas nem todo acidente depende do profissional", afirma. O presidente eleito do Crea-CE, que toma posse dia 6 de janeiro, Victor Frota Pinto, diz que vai continuar o trabalho de interiorizar a fiscalização das obras. "Além de Fortaleza, temos oito inspetorias e queremos construir uma nova em Maracanaú. Toda a fiscalização da região metropolitana está concentrada nas equipes de Fortaleza". Para ele, muitas obras clandestinas resultam em acidentes.

Fonte: Diário do Nordeste. 

“Segunda língua não é uma vantagem. Terceira e quarta são”, disse Reitor Alemão em conferência de internacionalização da Unesp.

     Raplh Stengler, reitor da Universidade de Darmstadt, na Alemanha, veio ao Fórum de Internacionalização da Unesp para falar sobre a experiência de internacionalização alemã. Com problema similar ao enfrentado pelas universidades brasileiras, o idioma alemão é um complicador no recrutamento de estudantes estrangeiros. Para facilitar o processo de internacionalização, Stengler define como essencial oferecer cursos em inglês.
    Segundo o reitor alemão, a geografia da Europa, com países pequenos e bastante próximos, é um fator que exige a diversificação cultural não apenas da universidade, como também dos alunos “Aprender um segundo idioma é o primeiro passo para o aluno. Mas na Europa, a segunda língua não é uma vantagem. A terceira e a quarta são”.
      A Universidade de Darmstadt fica a 35 quilômetros de distância da cidade de Frankfurt e tem cerca de 12 mil alunos divididos em 47 programas de estudo; desses, cerca de 2 mil são intercambistas. Entre os cursos oferecidos na área de ciências aplicadas, estão engenharia, arquitetura e ciências sociais. O reitor é quem assume as relações exteriores da instituição.
    Uma das metas de Darmstadt é estimular os professores e as faculdades. “Temos a intenção de oferecer ao menos uma atividade internacional dentro de cada faculdade ou departamento”, diz Stengler. Queremos garantir que nossos professores conheçam diferentes culturas e que também se preparem para oferecer cursos aos diferentes alunos.”
    Aproveitando o número de intercambistas no câmpus da instituição alemã, foi criado o programa Internacionalização em Casa. “Se temos alunos estrangeiros aqui, porque não usarmos essa cultura estrangeira para acrescentar aos alunos de dentro?”, questiona Stengler.
    Outro desafio que o reitor aponta é as universidades entenderem que os alunos devem escolher como estudar. “Nesse cenário, ensino a distancia é um dos nossos maiores desafios para o futuro”.

Auditoria

    Stengler explicou aos presentes o processo de auditoria das Universidades Alemãs realizado pela Conferência dos Reitores Alemães, que serve como suporte para ajudar as universidades na busca pela internacionalização. A ação, que teve início no ano de 2010, envolve sete universidades e consiste em avaliar e dar dicas de internacionalização em uma abordagem ampla.
    O mecanismo é desenvolvido em um ciclo de aproximadamente um ano, que começa com a auto-avaliação da própria instituição. O material é então encaminhado para os auditores, que avaliam, dão idéias e orientações, com base na realidade apresentada e também com suas experiências de outras universidades. A partir disso, ajudam a instituição a traçar objetivos e metas, entre elas a melhoria dos sites, com página em vários idiomas, e investimentos na comunicação interna, mostrando aos alunos e professores os cursos e palestras em inglês.
    “Agora, estamos aperfeiçoando nossa mobilidade internacional e avaliando alguns contratos de intercâmbio. Com a auditoria, percebemos que apenas vinte são eficientes, entre eles, o da Unesp”, informa Stengler. “Não queremos definir internacionalização no papel, e sim fazer.”

Fonte: http://www.unesp.br/noticia.php?artigo=7741