quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Serviços de computação em nuvem ajudam a poupar tempo e dinheiro.

Talvez você se identifique com a forma como o publicitário brasiliense Lúcio de Paula, 26, lidava com os próprios documentos virtuais.
Há cinco anos, Lúcio mandava e-mails para si mesmo com arquivos anexos e tinha que voltar para casa quando esquecia de salvar algum documento que queria levar consigo no pen drive. 


A versão 2012 de Lúcio já usa há alguns meses o serviço Dropbox para salvar arquivos e acessá-los pela internet. Também usa o Google Docs para dar continuidade a projetos (planilhas, documentos de texto ou apresentações) de qualquer computador.
Lúcio tira vantagens da computação em nuvem -os dados ficam armazenados em servidores conectados à internet, o que libera o usuário de instalar programas e dá acesso aos documentos de quase qualquer aparelho conectado à internet (tablets, smartphones ou PCs).
A tendência é mundial: mais da metade (51%) do tráfego de dados do planeta em 2014 estará em servidores conectados à internet, e até 2015 a computação em nuvem vai crescer 12 vezes em comparação com 2010, segundo a pesquisa Índice Global de Nuvem, da Cisco, divulgada no fim do ano passado.
"É uma solução mais barata, mais flexível e mais ecologicamente correta", diz Marco Américo, chefe de operações do UOL/Diveo. "A nuvem veio para ficar. Quanto mais segurança, maior será a migração para o ambiente on-line", completa Gil Torquato, executivo-chefe da empresa.
"Estamos vivendo uma era de melhoria na qualidade de internet no Brasil. Era o que faltava para a explosão da computação em nuvem", diz Marcelo Menta, diretor regional de serviços gerenciados e nuvem da Cisco.
Com programas para produção e edição de documentos on-line, você pode deixar de comprar e instalar pacotes de escritório, economizando espaço e dinheiro. Também existem programas para edição de vídeo, foto e áudio na nuvem.
Além do Dropbox, há outros armazéns virtuais. O SugarSync é uma opção mais cara, mas também mais complexa e com uma maior variedade de planos. O recém-lançado InSync é uma opção interessante: ele sincroniza seus arquivos do Google Docs em uma interface parecida com a do Dropbox, porém com menor custo.
O PiratePad é uma opção básica e rápida para edição de documentos. Ele cria uma URL única (que pode ser compartilhada) e dispensa logins e senhas para funcionar. 


DICAS DE SEGURANÇA
Sempre tenha cópias dos arquivos importantes salvas em outro local
No seu computador, em um pen drive ou em um CD, não importa: o essencial é que você tenha cópias das informações mais importantes em outros locais caso fique sem acesso à internet ou o servidor falhe.
Evite armazenar dados sensíveis na nuvem
Tome cuidado ao armazenar informações bancárias ou arquivos profissionais de extremo valor e importância. Você pode contratar serviços mais seguros, que oferecem vários níveis de criptografia, cópias e proteção extra contra invasões.
Escolha bem a empresa que vai guardar seus dados
É preciso levar em conta o histórico da companhia e os relatos de amigos. Escolhidos a empresa e o serviço, é preciso conhecer a fundo os termos de uso com os quais o usuário concorda ao contratar o espaço de armazenamento. Lá estão descritas as liberdades que tais companhias podem ter com as suas informações.
Crie uma senha segura
Dez caracteres tornam uma senha bastante segura. Tente combinações de números com letras, evite senhas simples (como o nome da sua mãe), sequências numéricas (12345) ou datas de aniversários.
Cuidado com LAN houses ou redes Wi-Fi abertas
Ambientes on-line públicos tendem a ser menos seguros. Malwares podem gravar sua senha ou infectar os seus arquivos com vírus. 

GLOSSÁRIO
Nuvem
Computadores que funcionam como servidores, ligados à internet.
Criptografia
Do grego "kryptos", escondido, e "graphia", escrever. É um método de segurança que "embaralha" as informações, de modo que quem as intercepte não consiga compreender o conteúdo.
Streaming
Ato de transmitir vídeo, música ou game diretamente pela internet, sem a necessidade de download. 




Projeto de lei garante novos direitos a estagiários.

Novo projeto garante direitos a estagiários e faz uma série de mudanças na Lei do estágio.

O Projeto de Lei 2579/11, em análise na Câmara, faz uma série de alterações na Lei do Estágio (11.788/08) a fim de evitar interpretações dúbias e assegurar direitos aos estagiários. Um desses direitos seria a garantia de um intervalo de 15 minutos para jornadas de estágio superiores a quatro horas diárias. 

Atualmente, a Lei do Estágio prevê jornada de quatro horas no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos. Já estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular podem ter jornada de seis horas diárias.
 
“Não há previsão de intervalo intrajornada para o estagiário, como é previsto para o empregado celetista”, observa o autor da proposta, deputado Edson Pimenta (PSD-BA). Citando a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43), ele lembra que os empregados com jornada contínua entre quatro e seis horas têm direito a intervalo de 15 minutos e afirma que a mesma garantia deve valer para os estagiários.
 
A Lei de Estágio prevê que seja aplicada ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho. Na avaliação de Pimenta, esse é o caso do intervalo intrajornada.
 

Transporte

O projeto de Edson Pimenta também dá ao estagiário o direito de optar pelo recebimento do auxílio-transporte em dinheiro ou tíquete. A lei atual prevê o benefício, mas não especifica sua forma de pagamento.
 
Com a medida, o deputado espera evitar a prática de empresas que apenas pagam o benefício em tíquetes, sendo que muitos estudantes não utilizam transporte público. Pimenta argumenta que o benefício tem natureza indenizatória, não havendo sobre ele qualquer reflexo trabalhista ou fiscal.
 

Recesso

A proposta também especifica na legislação que o recesso proporcional, no caso de estágio inferior a um ano, será concedido na proporção de dois dias e meio para cada mês trabalhado ou fração. O texto também garante o gozo desse recesso a qualquer tempo, ponderando interesses, desde que dentro da vigência do contrato.
 
A lei atual prevê a concessão proporcional de recesso nesses casos, mas não detalha as regras da proporcionalidade e estabelece preferência para o gozo do recesso durante as férias escolares. Hoje também é garantido o recesso de 30 dias para estágios iguais superiores a um ano.
 

Órgãos de classe

O texto de Pimenta obriga ainda a parte concedente do estágio a pagar a inscrição do estagiário em órgãos de classe e as respectivas anuidades, caso essa inscrição seja uma exigência para a realização de tarefas. O deputado lembra que muitos escritórios de advocacia exigem de seus estagiários a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que compromete muitas vezes a bolsa recebida no estágio.
 
Por fim, o projeto prevê a formação de associações de estagiários para negociar demandas junto ao concedente de estágio. Essa associação poderá também denunciar o descumprimento da lei, em nome da classe, aos órgãos fiscalizadores.
 

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
 


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

4 dicas para se motivar ao estudar para concursos públicos.

Para estudar disciplinas com conteúdo extenso, especialistas recomendam dividi-las em tópicos.

Diante de disciplinas muito extensas ou complicadas, se descabelar parece um caminho inevitável. Mas, para passar em um concurso público, é preciso dominar todo o conteúdo do edital, inclusive aquelas matérias que você não gosta ou tem dificuldade para compreender.

Alexandre Maia, psicólogo e autor do livro “Preparo emocional para concursos” diz que o lado emocional nesse caso é parecido com o de uma criança: cria barreiras para aqueles assuntos que não gosta ou complicados.
Confira abaixo quatro dicas para motivar seus estudos:

1 Divida a matéria em tópicos
Se a matéria for macroeconomia, por exemplo, Alex Mendes, professor de economia da Academia do Concurso, recomenda que o concurseiro escolha um tópico e estipule um prazo para concluir.
Para ele, além de facilitar a organização, à medida que o candidato avança nos tópicos, a produtividade aumenta e o aprendizado da disciplina como um todo fica mais fácil.

2 Dedique mais tempo para esse assunto
Para Sérgio Camargo advogado e especialista em concursos, se o conteúdo além de extenso é denso, o ideal é separar mais horas de estudo.“Não é questão de dedicar mais horas consecutivas, não adianta o candidato estudar 12 horas sobre aquela matéria que tem dificuldade. O ideal é separar 2 horas diárias do programa de estudo, até aprender”, explica.

3 Domine a teoria
Para Mendes, o concurseiro tem a ideia equivocada de que ao ler sobre a disciplina já pode fazer exercícios sobre o assunto. “Quando ele se depara com um exercício de nível mediano a elevado, a autoestima não aguenta”, afirma. Dessa maneira, o rendimento dos estudos acaba comprometido.
Especialistas recomendam estudar a teoria das disciplinas exaustivamente. Exercícios e simulados devem ser feitos ao longo do planejamento de estudos.

4 Deixe os tópicos ou matérias mais complicadas para o final
Quanto mais seguro o candidato estiver, mais preparado ele estará para encarar as matérias que tem dificuldade. “O estudo forçado só fará com que a empatia com aquela disciplina aumente. O emocional não lida bem com bloqueios”, explica Maia.
Por isso, o psicólogo recomenda iniciar o estudo pelos tópicos que ele acredita serem mais prazerosas de estudar. Com o tempo, o candidato sentirá mais preparado para enfrentar o que considera mais complexo.

Fonte: Exame S/A



 

Onde apostar em 2012 no mercado de trabalho.

Áreas mais promissoras.

 Neste ano, mais vagas devem surgir no Ceará, conheça, na opinião de especialistas, onde estão as oportunidades
Mantendo a tradição, a economia cearense deve continuar crescendo acima da média do País também em 2012. Para o ano que vem, os prognósticos apontam que o comércio internacional, a exemplo de 2011, manterá o crescimento; e as áreas sociais e de infraestrutura serão alvos de investimentos maciços por parte do governo estadual. Não esquecendo ainda vocação natural do Ceará para o turismo, segmento que por si só movimenta dezenas de atividades; assim como a intensificação dos preparativos para que Fortaleza sedie a Copa do Mundo de 2014.

Com o mercado aquecido, nada mais natural que os empregos continuem a surgir. Para este ano, a previsão do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) é de que entre 65 mil e 70 mil vagas com carteira assinada sejam criadas no Estado, considerando apenas o intermédio do sistema público de emprego.

Porém, as oportunidades não param por aí. "Hoje, o Nordeste é fundamental para as empresas, com esta região passando a receber aportes em áreas as quais não se apostava no passado. Como exemplo, citamos a ida de duas montadoras de veículos para Pernambuco, de uma siderúrgica e de uma refinaria para o Ceará e de uma outra unidade de refino para o Estado do Maranhão. Dessa forma, além da siderurgia e do metal-mecânico, o setor de óleo e gás tende a crescer, inclusive com a perfuração de mais poços tanto no mar como em terra", lembra Arthur Vasconcellos, sócio da CTPartners, consultoria especializada em recursos humanos, consultada pelo Jornal.

Demanda aquecida
Para ajudar a identificar onde estão essas vagas e quais são as áreas mais promissoras deste novo ano, o Diário do Nordeste pediu a opinião de especialistas do setor.

De acordo com eles, a demanda por trabalhadores deve, sim, manter-se aquecida. Porém, o nível de qualificação exigido será cada vez maior. Em 2012, mais uma vez, a construção civil, a tecnologia da informação, as telecomunicações e as áreas relacionadas ao turismo, à saúde, ao bem-estar e à estética continuarão a demandar pessoal.

"Houve uma desaceleração dos índices que medem o crescimento industrial e a saúde da economia brasileira neste final de 2011, consequência do cenário externo internacional, em especial a crise europeia. No entanto, acreditamos que o mercado de trabalho se recuperará rapidamente e voltará a gerar alto volume de emprego em virtude dos investimentos previstos para a Copa do mundo e das obras da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", afirma o sócio-diretor da Véli Soluções em Recursos Humanos, Israel Araújo.

Mais investimentos
De acordo com ele, ainda há muito a ser feito em termos de infraestrutura no Brasil para recepcionar um evento de tamanho porte e visibilidade. "São bilhões de investimentos para bilhões de expectadores. Seguindo essa tendência, todas as profissões tendem a se beneficiar dessa onda positiva. Tanto a indústria, que supre as prateleiras de mercadorias, o comércio, que as faz circular, e o setor de serviços, em especial os relacionados à construção civil e turismo, tendem a gerar oportunidades para todas as profissões relacionadas direta ou indiretamente com as atividades descritas", emenda.

Estoque
70 mil novos postos de trabalho com carteira assinada devam ser criados no Estado, em 2012, tendo como intermediário apenas o sistema público de emprego (Sine).

Fonte: Negócios Diário do Nordeste. Anchieta Dantas Jr.. 

Notas Rápidas.

2012 será favorável para estagiários, diz executivo

As mudanças no mercado de trabalho para os estagiários vêm acontecendo de maneira positiva. E apesar da retração ocorrida em 2008, quando a Lei do Estágio entrou em vigor, o mercado de atuação para os novos profissionais está em franca expansão. “Só em 2011, acompanhamos um aumento no número de contratações de estagiários 20% maior em comparação ao ano anterior (2010)” afirma Giuliano Bortoluci, diretor de comunicação do portal Estagiarios.com. O executivo aponta também que o ano de 2012 será promissor para os estagiários. “A expectativa é que o número de contratações seja ainda maior, em razão dos investimentos e construções decorrentes da Copa e das Olimpíadas, que ocorrerão no Brasil em 2014 e 2016, respectivamente”. Para o diretor, as áreas que irão elevar esses números são: engenharia, segurança do trabalho (técnico), direito, propaganda e marketing, relações internacionais e administração.

 

Recrutadores falam sobre o tempo que o profissional deve permanecer numa empresa

Os recrutadores brasileiros julgam que o tempo mínimo que um profissional deve trabalhar numa mesma empresa é de 2,9 anos. Em 2009, a média esperada era de 3,5 anos, ou seja, a expectativa do recrutador diminuiu.  É interessante destacar que os valores mudam expressivamente de acordo com a idade dos recrutadores. Entre os mais jovens, a maioria acredita que um período de pelo menos 2,3 anos é adequado, e os mais maduros, que apostam em uma estabilidade maior, apontam que 4,4 anos de permanência nas empresas é um bom tempo. A pesquisa contou com a participação de 46 067 respondentes e foi coordenada pelo Grupo Catho.

Comércio e indústria efetivam 22 000 temporários do Natal

Das 147 000 vagas de emprego temporárias abertas em todo o país durante o Natal, 15% foram transformadas em efetivas, contrariando a expectativa de 20% divulgada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem). Nos últimos meses de 2011, o número de vagas temporárias abertas pelo comércio e pela indústria foi 5% maior em relação ao mesmo período de 2010 - quando foram contratados 140 000 trabalhadores para as festas de final de ano. No último Natal, o comércio empregou 103 000 pessoas e a indústria, 44 000. Jismália de Oliveira Alves, presidente da Asserttem, explica que o setor de trabalho temporário é muito sensível à economia, o que justifica o número de efetivações. “O momento é de ansiedade e expectativa, o que implica em maior cautela por parte dos segmentos contratantes de mão de obra temporária”, diz. No entanto, segundo Jismália, a efetivação de 22 000 trabalhadores é bastante significativa para o mercado de trabalho formal. “É o setor demonstrando mais uma vez a importância do trabalho temporário como porta de entrada para o emprego e como propulsor da geração de renda”. 
 

Projeto de lei protege portadores de doenças incuráveis de demissão

Tramita na Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo, um projeto de lei que garante proteção contra a demissão discriminatória do portador de doenças incuráveis e estigmatizantes, quando o empregador tiver conhecimento prévio dessa circunstância. No caso de dispensa discriminatória, a reintegração do funcionário ao emprego passa a ser obrigatória, e o período entre a rescisão de contrato e a reintegração será considerado como tempo de serviço. Se ficar demonstrada a impossibilidade do funcionário de retornar ao trabalho, o projeto prevê que a reintegração dele será convertida em indenização, no dobro do valor das verbas trabalhistas devidas na dispensa sem justa causa, sem prejuízo da indenização por danos morais. Clique aqui para acompanhar esse projeto. 

Trabalhar fora do Brasil é o desejo de 84% dos profissionais

Mesmo com a crise financeira que preocupa o mercado mundial desde 2008, 84% dos profissionais brasileiros desejam trabalhar fora do país, segundo pesquisa realizada pelo portal Trabalhando.com. Dos entrevistados, apenas 16% afirmaram não ter intenção de buscar uma vaga no exterior. E quanto aos que desejam uma oportunidade lá fora, 14% preferem trabalhar na América Latina, 27% na Europa e 43% em qualquer outro parte do mundo.
 

Um em cada quatro brasileiros faz ou já fez trabalho voluntário

Aproximadamente 35 milhões de brasileiros – uma em cada quatro pessoas  – com mais de 16 anos faz ou já fez um trabalho voluntário. Destes, 11%, cerca de 15 milhões, exercem alguma atividade voluntária no momento, e 14% (cerca de 20 milhões) não. Os dados, fornecidos pelo Ibope, mostram também que dos que exercem ou já exerceram o voluntariado, 67% trabalham fora, sendo 51% destes em tempo integral e 16% meio período. De acordo com Maria Lucia Meirelles Reis, diretora do Centro de Voluntariado de São Paulo, “estes dados mostram que, além dos mais jovens e dos mais velhos, que costumam dispor de mais tempo para atividades de voluntariado, as pessoas mais ocupadas têm se destacado no voluntariado e enxergam cada vez mais os benefícios e a importância de doarem um pouco de seu tempo livre”.
 
 

E-mails e ligações fora do trabalho podem render hora extra a funcionários.

Lei do final de 2011 muda CLT e iguala meios eletrônicos e presenciais de trabalho.

 

Uma lei federal, sancionada no último dia 15 de dezembro pela presidenta Dilma Rousseff, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e equiparou juridicamente o serviço exercido por meios eletrônicos ao realizado presencialmente. Ou seja, os funcionários que receberem ligações, mensagens de texto e e-mails dos chefes fora do horário de trabalho passam a ter direito ao pagamento de horas extras.
A nova redação do artigo 6º da CLT agora diz que "não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego". O texto acrescenta que "os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio".
André Grandizoli, secretário-adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), afirma que a medida ajusta a legislação ao avanço da tecnologia. "A modernidade chegou e a legislação acaba de se integrar a essa modernidade", afirma, através de nota divulgada por sindicatos.
"Os torpedos, telefonemas e e-mails (...) são efetivamente formas de trabalho à distância, devendo ser remunerados", afirma Plínio Pavão, diretor de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, por meio de nota enviada à imprensa.
Consultada pelo iG, a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou que o assunto está em discussão na entidade, que ainda não tem uma posição oficial a respeito.

Fonte: Economia IG

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FGTS terá crédito para compra de material de construção.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou hoje uma linha de crédito especial para compra de material de construção. Inicialmente, serão liberados R$ 300 milhões, valor que poderá ser ampliado para até R$ 1 bilhão, dependendo da procura.
Para ter acesso a essa linha de crédito é preciso ser cotista do FGTS. O valor do empréstimo está limitado a R$ 20 mil e o prazo de pagamento é de 120 meses (cinco anos). A taxa de juros tende a ser mais atraente do que as ofertadas nas linhas tradicionais pelas instituições financeiras, fixada em até 12% ao ano. Segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no conselho curador do FGTS, Claudio Conz, atualmente, o custo anual desse tipo de operação varia de 25% a 45% ao ano.
O representante do Ministério do Trabalho na reunião, Paulo Furtado, explicou que todos os cotistas, independentemente da renda mensal, poderão pedir empréstimo. O valor do imóvel que será reformado, no entanto, terá de obedecer aos limites do FGTS, ou seja, R$ 500 mil. Além disso, se o valor do empréstimo exceder R$ 10 mil, o tomador terá de apresentar documentação de que está sendo efetuado o pagamento de benefícios previdenciários aos trabalhadores da obra.
Estímulo
Para Conz, que também preside a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a medida deve ajudar a alavancar o crescimento das vendas de material de construção neste ano, período em que as instituições financeiras poderão ficar mais cautelosas na hora de emprestar dinheiro por conta dos efeitos da crise econômica mundial. A expectativa é de expansão das vendas entre 7% e 8% neste ano ante 4,5% de 2011.
O representante da CNC afirmou ainda que o valor de R$ 20 mil por cotista não é considerado baixo. Segundo ele, em média, os empréstimos para essa finalidade variam entre R$ 7 mil e R$ 8 mil."Está bem adequado à realidade", disse.